Os coliformes totais e fecais são os microrganismos mais abundantes como contaminantes ambientais e possuem várias técnicas de identificação e meios de cultura seletivos e diferenciais. A técnica mais utilizada para análise de água para a identificação de coliformes é a quantitativa dos tubos múltiplos.
 
Ela é também utilizada para microrganismos termotolerantes. Para a coleta da água é utilizado um frasco estéril com cerca de 100ml e transferidos 10 ml da amostra para uma série de três tubos com 10 ml de caldo lauril duplo ou caldo lactosado duplo (concentração dupla de nutrientes) com tubo de Duran invertido (tubo de vidro pequeno, colocado de boca para baixo dentro dos tubos com caldo para reter os gases formados durante o crescimento microbiano e indicar positividade no teste).
 
Após o término da primeira bateria de testes é realizada a segunda bateria, que consiste em transferir 1 ml da amostra de água para três tubos com 9ml de caldo lauril simples ou caldo lactosado simples, com tubo de Duran.
 
Por último é realizada a terceira bateria de testes, quando é transferido 0,1ml para três tubos com 9 ml de caldo lauril simples ou caldo lactosado simples, com tubo de Duran invertido. Incubar as três séries de tubos em estufa a 35ºC por 48 horas. Resultados: (Positivos) Tubos turvos, com formação de bolhas de gás nos tubos de duran invertidos, indicando a presença de possíveis organismos coliformes e (Negativos) não há a formação de gás nos tubos de Duran.
 
Após a confirmação de coliformes (testes positivos) é necessário identificar se é um coliforme total (microrganismos presentes nas fezes em pequenas quantidades) ou coliformes fecais (microrganismos presentes nas fezes em grandes quantidades, como a E. coli).
 
A amostra com tubos positivos deve ser transferida com uma alça de inoculação, um tubo com 10 ml de caldo verde brilhante com tubo de Duran invertido e incubada por 24 horas a 35ºC. Resultados: (Positivo): 
Presença de gás no tubo de Duran é indicativo de Coliformes Totais e (Negativo): ausência de gás nos tubos de Duran.
 
No próximo passo, os tubos positivos de caldo verde brilhante são transferidos para um tubo com 9 ml de Caldo EC com tubo de Duran invertido por meio de uma alça de inoculação e incubado em estufa a 44ºC por 24 horas. Resultados: (Positivo): Presença de gás no tubo EC é indicativo de coliformes fecais (E. coli) e termotolerantes e (Negativos): Ausência de gás.
 
Os tubos positivos de caldo EC são inoculados em um meio de cultura seletivo para a identificação das colônias de coliformes e identificação de cepas. Geralmente os meios mais utilizados são o Ágar MacConkey e Ágar Eosina Azul de Metileno (EMB).
 
No Ágar MacConkey as colônias de E. coli são de coloração rosa a vermelho e no meio EMB as colônias são de coloração escura a verde brilhante. Por último é recomendado pesquisar as características bioquímicas da bactéria, inoculando uma colônia do meio em um tubo com meio de Rugai e Araújo e alterada a constituição do meio, conforme a utilização do nutriente no tubo.


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO

A universalização do serviço de abastecimento de água é uma das grandes metas para os países em desenvolvimento, por ser o acesso à água, em quantidade e qualidade, essencial para reduzir os riscos à saúde pública.
 
Portanto, faz-se necessária a adoção de estratégias de gestão que incluam a implementação dos padrões e procedimentos preconizados na legislação, principalmente aquelas afetas ao controle da qualidade da água para consumo humano.
 
Reconhecendo a necessidade de avançar nesse tema, a Coordenação de Controle da Qualidade da Água (Cocag), integrante do Departamento de Saúde Ambiental (Desam), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), criou o Programa Nacional de Apoio ao Controle da Qualidade da Água para Consumo Humano (PNCQA), implementado em articulação com os prestadores de serviços públicos de abastecimento de água para consumo humano, órgãos de meio ambiente, estados, Distrito Federal e municípios, conforme procedimentos e padrão de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
 
O Programa prioriza ações em municípios com dificuldade na implementação da Portaria nº 518/GM, de 25 de março de 2004, do Ministério da Saúde e áreas de interesse do Governo Federal, tais como comunidades quilombolas, reservas extrativistas, assentamentos rurais e populações ribeirinhas.
 
Objetivo Geral
 
O objetivo geral do Programa Nacional de Apoio ao Controle da Qualidade da Água para Consumo Humano (PNCQA) é fomentar e apoiar tecnicamente os estados, Distrito Federal e municípios no desenvolvimento de ações, planos e políticas para as ações de controle da qualidade da água para consumo humano a fim de garantir que a água produzida e distribuída tenha o padrão de qualidade compatível ao estabelecido na legislação vigente, visando à promoção da saúde e a melhoria do bem-estar das populações atendidas.
 
Objetivos específicos do PNCQA
 
Fortalecer as atividades dos prestadores de serviços públicos de abastecimento de água em cumprimento ao que estabelece a Portaria nº 518/GM, de 25 de março de 2004/Ministério da Saúde;
 
Apoiar as secretarias estaduais e municipais de saúde e instituições afins para execução das ações de vigilância da qualidade da água para consumo humano, quando solicitado;
Apoiar a implementação do controle da qualidade da água para consumo humano em áreas de interesse do governo.
 
Atribuições do PNCQA
 
Coordenar, acompanhar e avaliar o fomento de apoio técnico aos estados, Distrito Federal e municípios nas ações de controle da qualidade da água para consumo humano, conforme procedimentos e padrão de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde na Portaria nº 518/GM, de 25 de março de 2004;
 
Fortalecer e integrar os laboratórios das Unidades Regionais de Controle da Qualidade da Água para 
 
Consumo Humano (URCQA) à Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Pública priorizando a modernização e implementação do Sistema de Gestão da Qualidade, conforme requisitos especificados em normas técnicas;
 
Estabelecer prioridades, objetivos, metas e indicadores para o apoio ao controle da qualidade da água pactuados na Comissão Intergestores Tripartite;
 
Participar da elaboração de diretrizes, normas e procedimentos relacionados às ações de controle da qualidade da água para consumo humano e áreas afins, junto aos órgãos competentes de setores da vigilância em saúde, saneamento, meio ambiente e recursos hídricos, das três esferas de governo;
 
Coordenar a execução de forma complementar das ações de controle da qualidade da água em situações de vulnerabilidade e de desastres em articulação com as demais áreas competentes, junto aos estados, Distrito 
 
Federal e municípios;
 
Fomentar e coordenar o apoio à execução de ações estratégicas de controle da qualidade da água em áreas de interesse especial do governo;
Fomentar e apoiar tecnicamente a implementação dos Planos de Segurança da Água, conforme os princípios recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) ou diretriz vigente;
Fomentar e apoiar tecnicamente as ações de fluoretação nos estados, Distrito Federal e municípios, em articulação com os programas de Saúde Bucal do Ministério da Saúde;
 
Apoiar o desenvolvimento de estudos e pesquisas na área de Controle da Qualidade da Água para Consumo Hhumano;
 
Estabelecer parcerias em apoio às secretarias estaduais e municipais de saúde para o desenvolvimento de ações em consonância com o Subsistema Nacional de Saúde Ambiental, do Ministério da Saúde.
 
Fonte: Funasa

Abastecer o condomínio com água proveniente de um lençol subterrâneo tem sido uma solução adotada por muitos edifícios. A opção pela perfuração de um poço visa, essencialmente, uma economia na conta de água do condomínio. Segundo a Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), na região metropolitana de São Paulo, enquanto a Sabesp fornece 67 m3 de água por segundo à população, os poços já representam 6 m3 por segundo, ou quase 10% do que é fornecido pela concessionária. “Grandes consumidores, como shoppings, hospitais, hotéis e condomínios utilizam uma parte de água da Sabesp e uma parte originada do poço. É uma solução altamente viável”, informa Joel Felipe Soares, presidente da ABAS - www.abas.org - entidade formada por empresas do setor, ambientalistas e profissionais interessados na difusão do uso racional da água. “Nossa preocupação é impedir que façam com os lençóis subterrâneos o mesmo que fizeram com os mananciais e rios”, explica.
 
Cavar um poço no condomínio é uma obra rápida. Perfura-se um poço de 200 a 300 metros de profundidade em quatro dias. Justamente por essa rapidez torna-se difícil uma fiscalização da qualidade dos serviços prestados. Soares acredita que síndicos e condôminos devem ser alertados para os cuidados com que a perfuração de um poço deve ser cercada. Ao analisar um orçamento, deve-se verificar em primeiro lugar se a empresa tem registro no CREA – Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura e se há um geólogo responsável pela obra. Além disso, a empresa precisa apresentar uma autorização de outorga, em nome do condomínio, obtida junto ao Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) - www.daee.sp.gov.br - órgão estadual que rege a construção de poços e controla sua utilização. Um seguro para cobrir eventuais acidentes de trabalho também é importante. “Se a empresa não for tecnicamente apta, ela faz um buraco no jardim do condomínio, bombeia a água e diz que o poço está pronto. É preciso exigir o projeto do poço e as capacitações técnicas da empresa”, orienta o presidente da ABAS.
 
Responsabilidades
 
Segundo a Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), a bacia da região metropolitana de São Paulo tem capacidade produtiva de fornecer 25 m3 de água por segundo. Por enquanto, apenas 6 m3 de água por segundo são explorados. “Há uma margem muito grande a ser explorada”, garante Joel Felipe Soares, presidente da entidade.
 
Porém, essa exploração precisa ser feita de maneira responsável. A perfuração deve seguir as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para o setor. Entregando o serviço a uma empresa idônea, que siga as normas construtivas, não há riscos do condomínio obter água contaminada nem de que a obra comprometa os aqüíferos subterrâneos. “Desde que o poço seja feito dentro das normas da ABNT não há a menor chance de contaminação. O poço é uma obra de engenharia. A terra é um organismo vivo e o poço exige um projeto, a utilização de materiais adequados e uma descontaminação no final da obra”, aponta Soares.
 
A preocupação com a qualidade com que é feita a perfuração do poço é justificável, já que o condomínio será o responsável pela qualidade da água que abastecerá os apartamentos. Depois da obra feita, o condomínio deve fazer um contrato com um laboratório de análises que periodicamente deve analisar a potabilidade da água. Uma manutenção periódica também deve ser providenciada para o equipamento de bombeamento, que garante que a água do poço chegue aos reservatórios do prédio. Uma vez por ano ainda é preciso providenciar uma limpeza química do poço. “Com esses cuidados, fica garantida uma vida útil de 50 anos para o poço”, diz Soares.
 
O condomínio que conta com um poço artesiano continua ainda pagando à Sabesp a taxa de esgoto. A empresa instala um hidrômetro para medir apenas os resíduos que são jogados para a tubulação, que continuam sendo coletados e tratados pela Sabesp.
 
Poços: um pouco de história
 
Os primeiros vestígios da utilização das águas subterrâneas são de 12.000 anos antes de Cristo. Acredita-se que os chineses foram os primeiros a dominar a técnica de perfurar poços, e na Bíblia existem relatos de escavações para obtenção de água potável. O termo "poço artesiano" data do século XII, ano de 1.126, quando foi perfurado na cidade de Artois, França, o primeiro poço desse tipo.
 
As águas subterrâneas correspondem a 97% de toda a água doce encontrada no planeta (excetuando-se as geleiras e calotas polares). As reservas subterrâneas geralmente são formadas e realimentadas pelas águas de chuvas, neblinas, neves e geadas, que fluem lentamente pelos poros das rochas. Normalmente esses reservatórios possuem água de boa qualidade para o uso humano (água potável), devido ao processo de filtragem pelas rochas e por reações biológicas e químicas naturais. Por não estarem na superfície, ficam mais protegidas de diversos agentes poluentes do que as águas de rios e lagos.
 
Tipos de poços
 
Quando a própria pressão natural da água é capaz de levá-la até a superfície, temos um poço artesiano. Quando a água não jorra, sendo necessária a instalação de aparelhos para a sua captação, tem-se um poço semi-artesiano. Os poços artesiano e semi-artesiano são tubulares e profundos. Existe também o poço caipira, que obtém água dos lençóis freáticos - rios subterrâneos originados em profundidades pequenas. Devido ao fato de serem rasos, os poços caipiras estão mais sujeitos a contaminações por água de chuva e até mesmo por infiltrações de esgoto.
 
Muito a ser explorado
 
Segundo dados da Sabesp, nos últimos 25 anos foram perfurados por volta de 12 milhões de poços no mundo. No Brasil, observou-se nas últimas décadas um aumento da utilização da água subterrânea para o abastecimento público. Considerando apenas a região metropolitana de São Paulo, por volta de 3 milhões de habitantes recebem água proveniente de poços profundos.
 
Esse crescimento no uso das reservas subterrâneas não acontece por acaso. O Brasil possui uma reserva subterrânea com mais de 111 trilhões de metros cúbicos de água. De acordo com dados da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), sob oito estados brasileiros e três países vizinhos - Uruguai, Paraguai e Argentina - encontra-se a maior reserva de água pura do planeta. Chamado de Aquífero Guarani, essa reserva encontra-se a uma distância de até 200 metros da superfície, na região de Araraquara e Ribeirão Preto, no interior do Estado de São Paulo.
 
Grande parte das cidades brasileiras com população inferior a 5.000 habitantes, com exceção do semi-árido nordestino e das regiões formadas por rochas cristalinas, tem capacidade de serem atendidas pelas reservas subterrâneas. O Estado de São Paulo é atualmente o maior usuário das reservas subterrâneas do país. Cerca de 65% da zona urbana e aproximadamente 90% das suas indústrias são abastecidas, de forma parcial ou total, pelos poços. A cidade de Ribeirão Preto, por exemplo, é totalmente abastecida por reservas subterrâneas.
Sei da importância da água para a saúde dos condôminos e queria saber como fazer a análise da água da caixa d'água, reservatório, piscina e bebedouro.
 
Resposta
 
Ao fazer a limpeza das caixas de água, algumas empresas já fornecem o laudo. Fora esse momento, você pode ver na Internet se sua cidade possui empresas de serviços de análise de água. Se for cidade maior, o Conselho Regional de Química da cidade possui relação de empresas certificadas para tal.
 
Análise de Água em Atibaia, Bragança Paulista, Mairiporã, Jarinu, Campo Limpo Paulista, Itatiba, Nazaré Paulista, Piracaia, Bom Jesus dos Perdões, Extrema, Camanducaia, Vargem.